segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Je ne regrette rien.



Tempo que eu não escrevi ao meu “bel prazer”. Dediquei bom tempo das minhas letras para analisar e comentar a História. Nesses quatro anos de universidade, pouco tempo tive para contar a minha.

Esta semana um turbilhão de pensamentos vem e vão, sem saber o que fazer. Caímos na velha frase de Drummond – E agora José?. Precisava de um tempo pra mim. Preciso saber que caminho tomar daqui pra frente. Há cinco meses parecia que meu mundo ia desabar, perdi o chão. Mas apareceu numa noite de setembro, uma menina de ‘olhar oblíquo e dissimulado’. Nossas histórias foram se completando, assim como nossas mãos.

Quando entramos na vida do outro, fazemos planos e constroi-se castelos. Imagina-se casas, filhos e cachorros. Mas para se buscar todos estes sonhos, deve-se estar de bem consigo. É necessário esse tempo.

Uma outra coisa complicada é que, apesar de não querer abrir mão desses sonhos muitas vezes teu coração manda tu partir para algo verdadeiro. Quero ter certeza que as coisas acontecem por causa de sentimentos, não por pressões ou eventualidades e até pela bebida. Não sei mesmo. Como dizia Edith “No!Je no regrette rien.”

domingo, 11 de julho de 2010

Férias de tudo


Tempos que não aparecia por aqui. Na verdade, quase um ano.
Tantas coisas aconteceram entre este e o último post deste blog. Comecei em um novo emprego, avancei na faculdade, consegui coisas que não imaginava, inclusive um amor.Mas é chegado julho, época das nossas merecidas férias.
Férias de tudo, aliás. Inclusive do amor. É hora de rever amigos, rever cidades e pessoas. distantes. Dormir até tarde, deixar de lado trabalhos, resenhas e leituras obrigatórias.
É época de sentir verdadeiro prazer no fazer das coisas.
Festas com amigos, um bom livro ou uma boa viagem. Um bom filme ou uma boa janta entre amigos.Amigos..amigos...esta é a palavra dessas férias. AMIGOS. Depois o meu amor volta.
Só isso.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Feijão da Vovó faz maravilhas

Olá!Como estão?
O Brito!? Ahh, melhor impossível.
Férias, uma pausa na correria do dia-a-dia. Tempo de repor as energias.
Falando em repor energias, este texto é em homenagem à minha querida Lena que cozinhou um panelão de feijão.Nossa, que feijão!
Pela primeira vez refleti histórico e antropológicamente sobre a importância do feijão na mesa de nós brasileiros.
Coincidentemente, hoje, comecei a ler "Sobrados & Mucambos" do nosso conhecido Gilberto Freyre. Livro de importantíssima relevância nos estudos da formação da sociedade e da cultura brasileira, assim como a obra antecessora "Casa Grande & Senzala".
Falar da cultura sem passar pelos hábitos alimentares de um povo, é impossível, vendo o universo de subjetividades que existem do seu preparo ao prato.
De norte à sul, o feijão sempre está na mesa dos brasileiros. Independente do seu preparo, tempero ou cor é indispensável. Uma semana sem feijão, não é uma semana completa, ao menos pra mim.
O uso do feijão, amplamente utilizado nas senzalas superou os preconceitos chegando ao estômago dos Senhores e da sociedade patriarcal. Do mais pobre ao milionário, talvez seja ele, um dos mais fortes elos entre nós. Muito mais que músicas, sotaques ou religião, o feijão é o feijão!
Benditas sejam as mãos que sabem fazer um caldo, escuro e suculento.
Benditas as mãos que plantam a laranja e a couve para acompanhar esta iguaria do Brasil.

God save the bean!

domingo, 12 de julho de 2009

As barbeiragens do dia-a-dia


Vim postar aos meus queridos leitores, que acompanham a vida do Brito o meu grande motivo de insônias nos últimos dias.
Decididamente não nasci para dirigir um automóvel, ou outro meio de transporte motorizado. Até consigo uma bicicleta, mas olha lá!
Estou quase completado 19 anos dessa curta vida e fico pensando no que se resumiu este meu primeiro ano como maior de idade.
A primeira coisa que normalmente se faz quando se completam 18 anos é a entrada para um auto-escola e a retirada da carteira de motorista. Com o Brito não foi diferente. No mesmo dia do aniversário entrou para um curso de motoristas em um CFC de Santa Cruz do Sul.
Não demorou muito para que os problemas começassem a chegar.
Quando realizei a prova teórica, barbada!Estava aprovado. Ao começar as teóricas entrei em desespero. Céus!Nunca tinha dirigido um carro na minha vida e queriam que eu saísse andando por aí, perfeitamente!
Além das aulas, que trancam o resto do dia vinham as pessoas simpáticas com aquela pergunta que muitos devem ter escutado nesta fase: Já tirou a carteira?
NÃO!NÃO TIREI!


Confesso para vocês que sempre tive vontade de dirigir, mas foram tantos os percausos que broxei com essa idéia.
O instrutor que eu peguei era um pé no saco. Aguentei durante umas três semanas aquela criatura apontando meus erros, cobrando-me sem parar no meu ouvido.
Depois destas penosas aulas e vendo a minha dificuldade com a bendita direção fui arriscar.
Vocês já notaram que fazem de tudo pra ti ficar nervoso nesses momentos?Juntam no mesmo local inúmeras pessoas, que nunca se viram na vida muitas e vezes e que com o passar dos minutos começam a contar sua vida, como em um confessionário de igreja.
Nestes papos, sempre surge alguém no meio do grupo que já´veterano neste tipo de avaliação e desata a comentar seus erros nas provas anteriores.O pânico antes adormecido, neste momento se manifesta rapidamente.O frio na barriga é forte, a bexiga aperta e as pernas tremem como varas verdades.
Cá comigo, o que as pessoas ganham fazendo isso?Cheguei a pensar que eram contratados dos CFC para que rodássemos e tivéssemos que fazer mais aulas para um futura tentativa. Essa malas por um acaso pensam que passarão, se os outros rodarem?Dai-me paciência.
Depois de umas três horas suando bicas, chegou a minha vez.Pernas trêmulas, boca seca e se foi Brito para a temida avaliação.Baliza, tudo certo!Na garagem a vaca foi pro brejo, depois de uma ré e a batida do espelho na baliza. Ali meu mundo caiu.
Resolvi dar um tempo para aquela coisa chata!Durante uns 6 meses todo o dias ouvia a frase que me persegue nas minhas noites de sono :Já passou na auto-escola.
Ahhh!Tive vontade de meter um granada na boca de cada um que fazia esta maldita pergunta.
Porque interessa tanto para as pessoas se tu passou ou não?A vida delas mudará alguma coisa?
Voltei no início do mês para ter mais umas aulas e tentar de novo, mas por obrigação e descargo de consciência que por vontade.
Alguma aula com professor novo, dei uma grande evolução mas rodei na segunda. Mesmo me entupindo de calmante!
Enfim, pra você que está desesperado por não ter passado na auto escola. Você não está sozinho neste barco. É um inferno que logo passa.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Nada melhor que férias


Ahhhh o inverno!
Existe melhor estação para pensar?O frio não nos propicia momentos de solidão e consequentemente de reflexão?
Acabo de entrar em férias da Universidade e não vejo melhor momento para pensar nas coisas da vida.
Sinto-me um pouco fracassado por ter rodado pela segunda vez na prova prática da auto-escola. Mas enfim, quem disse que eu sou obrigado a saber dirigir ou engatar a 1ª marcha?
Vou aproveitar este inverno aconchegante do sul para pôr minhas leituras em dia.
Um bom vinho ao lado da lareira, bolinhos de chuva feitos pela minha vó!Tem coisa melhor?
Quero utilizar estas férias para dar uma respirada dos compromissos que me cercam o ano inteiro. Não quero problemas, prazos ou pressões neste mísero mês de julho.
Faça como eu...relaxe e aproveite cada minutos destas benditas férias.
Há braços,
Brito