
Olá!Como estão?
O Brito!? Ahh, melhor impossível.
Férias, uma pausa na correria do dia-a-dia. Tempo de repor as energias.
Falando em repor energias, este texto é em homenagem à minha querida Vó Lena que cozinhou um panelão de feijão.Nossa, que feijão!
Pela primeira vez refleti histórico e antropológicamente sobre a importância do feijão na mesa de nós brasileiros.
Coincidentemente, hoje, comecei a ler "Sobrados & Mucambos" do nosso conhecido Gilberto Freyre. Livro de importantíssima relevância nos estudos da formação da sociedade e da cultura brasileira, assim como a obra antecessora "Casa Grande & Senzala".
Falar da cultura sem passar pelos hábitos alimentares de um povo, é impossível, vendo o universo de subjetividades que existem do seu preparo ao prato.
De norte à sul, o feijão sempre está na mesa dos brasileiros. Independente do seu preparo, tempero ou cor é indispensável. Uma semana sem feijão, não é uma semana completa, ao menos pra mim.
O uso do feijão, amplamente utilizado nas senzalas superou os preconceitos chegando ao estômago dos Senhores e da sociedade patriarcal. Do mais pobre ao milionário, talvez seja ele, um dos mais fortes elos entre nós. Muito mais que músicas, sotaques ou religião, o feijão é o feijão!
Benditas sejam as mãos que sabem fazer um caldo, escuro e suculento.
Benditas as mãos que plantam a laranja e a couve para acompanhar esta iguaria do Brasil.
God save the bean!
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